A amamentação vai muito além de alimentar o bebê. O leite materno fornece nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento da criança, contribui para a proteção do sistema imunológico e fortalece o vínculo entre mãe e bebê.
Durante o Agosto Dourado, campanha de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, o Instituto Ananduá, responsável pela administração do Hospital e Maternidade Maria José dos Santos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipaumirim, reforça a importância da amamentação e da orientação às mães e famílias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, a amamentação deve continuar junto à introdução de alimentos adequados e saudáveis, até os dois anos ou mais.
Quais são as fases do leite materno?
O leite materno passa por mudanças ao longo dos primeiros dias e meses após o parto. Essas alterações acompanham as necessidades nutricionais do bebê e podem ser divididas em três fases principais: colostro, leite de transição e leite maduro.
Colostro: O colostro é o primeiro leite produzido após o nascimento. Mais espesso e geralmente amarelado, é rico em proteínas, vitaminas, minerais e componentes que ajudam a proteger o bebê contra infecções.
Essa primeira fase é especialmente importante porque oferece nutrientes e fatores de proteção durante os primeiros dias de vida.
Leite de transição: O leite de transição é produzido após os primeiros dias de amamentação, enquanto o organismo da mãe se adapta gradualmente às necessidades do bebê.
Nesse período, a composição do leite sofre mudanças. Ele passa a apresentar maior quantidade de gordura e outros nutrientes, preparando-se para a composição característica do leite maduro.
Leite maduro: O leite maduro é produzido posteriormente e apresenta uma composição adequada às necessidades nutricionais do bebê durante o período de amamentação.
Ele contém água, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas, minerais e outros componentes importantes para o crescimento e o desenvolvimento infantil.
Quais são os tipos de aleitamento materno?
O aleitamento materno pode ser classificado de acordo com a forma como o leite materno é oferecido à criança e com a presença ou não de outros alimentos ou líquidos.
A recomendação da OMS é que o bebê receba aleitamento materno exclusivo até os seis meses, sem água, chás, sucos ou outros alimentos. Medicamentos, vitaminas e sais de reidratação oral podem ser administrados quando necessários e conforme orientação profissional.
Aleitamento materno exclusivo: No aleitamento materno exclusivo, o bebê recebe somente leite materno, diretamente da mama ou ordenhado. Não são oferecidos água, chás, sucos ou outros alimentos.
Aleitamento materno predominante: No aleitamento materno predominante, o leite materno continua sendo a principal fonte de alimentação, mas a criança também recebe líquidos à base de água, como água ou bebidas preparadas com água.
Aleitamento materno complementado: O aleitamento materno complementado ocorre quando a criança recebe leite materno junto com outros alimentos sólidos ou semissólidos adequados à idade.
Essa fase começa após os seis meses, quando a alimentação complementar deve ser introduzida de forma adequada, mantendo-se a amamentação.
Aleitamento materno misto ou parcial: No aleitamento materno misto ou parcial, a criança recebe leite materno e também outros tipos de leite, como fórmulas infantis.
Por que a amamentação é importante?
A amamentação é uma importante estratégia de promoção da saúde infantil. O leite materno oferece nutrientes e componentes que ajudam a proteger o bebê contra diversas infecções e contribuem para seu crescimento e desenvolvimento.
Além dos benefícios nutricionais e imunológicos, o momento da amamentação também favorece o contato e o vínculo entre mãe e bebê.
Por isso, o apoio à mulher durante a gestação, o pós-parto e todo o período de amamentação é fundamental. Orientações adequadas podem ajudar a esclarecer dúvidas e tornar esse processo mais seguro e tranquilo para mães e famílias.
Agosto Dourado reforça a importância do aleitamento materno
O Agosto Dourado amplia a discussão sobre a importância da amamentação e destaca a necessidade de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.
Nesse contexto, o Instituto Ananduá reforça seu compromisso com a promoção da saúde materno-infantil e incentiva mães, pais e familiares a buscarem orientação nos serviços de saúde sempre que surgirem dúvidas ou dificuldades relacionadas à amamentação.
A informação e o acolhimento são fundamentais para que cada mulher tenha acesso ao apoio necessário durante a jornada da amamentação.